Se a Cidade fosse Nossa

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Conjunto Ceará ❤ 

A Cidade sendo nossa, os poetas a escreveriam, os compositores a comporiam, os músicos a cantariam e os dançarinos a bailariam, novas letras em cada muro, nas ruas de dentro, história passadapresentefutura na linha de rosto do povo que nela morasse, outros postes, praças nas notas sustenidas, sons mais distintos, dos vendedores ambulantes que mesmo ao meio de imensos shoppings não somem, movimentos outros, para além do movimento dos carros e sinais de trânsitos, um silêncio só possível de ser capturado na ponta do sorriso da malabarista de rua.

Isso, evidente, se a cidade fosse nossa. Se a cidade fosse nossa, os moradores não seriam eleitores, seriam pessoas que sentam nos bancos das praças para namorar, levando os cachorrinhos a passear, mulheres que vendem churros a um preço justo.

Teria menos lixo, o homem do lixo seria o homem do livro, a jornada de trabalho bem menor, enfim, dormiríamos mais do que 4 horas por dia. Haveria gente no teatro, gente no cinema, gente no meio da rua, gente nas bibliotecas, lógico, não sendo isso utopia, ainda existiria o tráfico de drogas, e invariavelmente alguém seria assaltado numa rua escura, mas a cidade seria nossa, o que nos daria direito às árvores mesmo continuando a existir homens de fardas muito tristes, em torres tristes, sem conto de fadas.

Outro fato interessante é que existiriam bairros, além daquele onde mora o prefeito.  As pessoas poderiam vivê-los. Não seria necessário encher de tapume algumas ruas quando os chefes de Estado nos visitassem nos eventos internacionais, pois as casas das favelas também seriam a cidade do mesmo modo que são os prédios e os condomínios de luxo.

Se a cidade fosse nossa, ela seria bem maior do praia. Seríamos as praias, os rios, as lagoas, os descampados, os parques, as ruas, os mirantes, os pantanais, e as calçadas.

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Conheça Anitta Moura, Inspire-se e Liberte livros pela cidade.

23164806_1936022549982637_1074055378087444480_n.jpgQuando conheci Anitta Moura, em uma aula da Escola de Narradores, percebi pelo sorriso que ela estava aprontando alguma coisa, era sorriso de menina levada, serelepe, dessas que não param quieta no canto. Durante esse pequeno período pude compartilhar alguns conhecimentos com ela e outrens participantes desse percurso formativo criado por Josy Correia, do qual participei com tanto carinho.

Já nesse tempo de Escola de Narradores, algo de subversivo se escondia nessa moça Moura. Tempos depois, oferecendo um curso de produção de eventos literários criado pela Jornalista Isabel Costa e Eu, na Universidade Federal do Ceará, reencontro Anitta, mais potente do que nunca. Incendiada por uma ação criada pelo senhor Luiz Amorim, homem responsável por uma verdadeira revolução cultural em Brasília criando uma biblioteca livre, onde qualquer um dos clientes de seu açougue poderia pegar, levar e doar, sem nenhum controle prévio, toda uma gama de livros; a Psicóloga não deixou por menos e decidiu replicar em Fortaleza o espírito emancipador do seu Luiz Amorim.

Nascia o Livros Livres.Ce, com um perfil no Instagram, e muitas ações na prática, Anitta começou a organizar os livros e preparar para libertá-los em lugares estratégicos, um desses locais de compartilhamento acabou sendo um petshop (Petshop Garra Rua Frei Mansueto, 1427), com apoio do Pet forma-se a Garrateca, desde então, clientes e principalmente funcionários redescobrem o hábito da leitura e a Garrateca torna-se um verdadeiro sucesso.

Outras pessoas e espaços já estão se inspirando nas ações dos livroslivres.ce. No próprio perfil instagram do projeto, sempre são propostos diversos desafios para que o público também entre no cerne dessa ação autogestionável.Screenshot (15).png

Auxiliados por Anitta, nós aqui do Curió também decidimos fazer o nosso espaço de compartilhamento. O Livros Livres Curió, localizado na Esmaltaria da Ritinha, uma mulher que já realiza diversas ações no bairro como o dia das crianças e passeios de lazer com a comunidade, o espaço será inaugurado no próximo sábado 31 de março.

A esmaltaria e o ponto de Livros Livres Curió fica na Rua George Sosa, 109, e recebe doações principalmente de livros para crianças e jovens, assim como disponibiliza seu acervo para toda a comunidade. É simples, basta chegar, escolher, levar, ler e compartilhar.

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Espaço do Curió que começa a nascer

 

Você também pode fazer um espaço de Livros Livres, na sua casa, no seu trabalho, na sua escola, no seu sindicato, na sua igreja, Basta pedir doações, organizar e etiquetar os livros e depois pronto, é só disponibilizar.

Para mais informações é só seguir o perfil do Livros Livres no Instagram, mande um inbox que a Anitta responde a todas e todos.

Quanto vale um livro de poemas? A experiência do Saral + Livro Saral para baixar

IMG_20180313_161525414-1.jpgPreparo há dois anos um livro de poemas intitulado “o coração da pedra”, este livro era para ter sido publicado ano passado de 2017, porém algo muito urgente tomou conta de mim.

Estava escutando Racionais dentro de um ônibus, maravilhado com as construções poéticas que o Mano Brown conseguia estabelecer, pensei na poesia do Mano, principalmente a que se inscreve em diário de um detento, próxima a de João Cabral em morte e vida severina, na perspectiva de ser presente nas duas a vozes um sujeito excluído socialmente tentando fugir da morte, quando a morte quase lhe colhe todos os dias.

Pensei em quantas pessoas sabiam de cor o poema do Mano, principalmente por estar associado com a música, pensei também como é triste o poema não ter o apelo e o alcance de uma canção de rap quando a palavra é a faca de corte dos dois.

Por essas reflexões nasceu o Saral, imaginei-o sendo um livro como os meus poemas menos doces, depois entendi não adiantar apenas isso, se eu queria tocar em temáticas sociais, políticas, ele deveriam em si proporcionar uma experiência pelo menos metafórica disso. Logo surgiu-me a ideia de além de um livro ser uma performance e uma pesquisa, ele não teria um preço, seria comprado pelo valor que a compradora/ o comprador julgassem poder/querer pagar, daí observaria e investigaria a relação de preço/valor aplicado a um livro de poemas.

Foram impresso 500 exemplares, custeado com a colaboração de algumas pessoas através da vakinha online, rapidamente os livros se foram, circularam, alcançaram públicos diversos. E com um formulário de pesquisa mais as observações na hora da compra, posso seguir o seguinte pensamento a respeito das minhas próprias dúvidas:

Quanto vale um livro de poemas?

Alguns fatores influenciam o preço de um livro, os custos de produção é um deles, nesses custos estão envolvido o valor da impressão, o desing, projeto gráfico do livro, diagramação, onde ele será vendido, e, a depender do formato de publicação, as remunerações da/do autor/a e da editora.

No preço do livro também está incluído os riscos e a divulgação. O risco pode influenciar o preço de um livro para mais ou para menos, algumas escritoras e escritores independentes com medo de que sua obra não seja acessada derrubam o preço real de seu livro para abaixo do justo, em outros casos aumenta-se o preço do livro acima do justo para poder compensar mais rapidamente o valor dos custos de produção.

A publicidade do livro é outro fenômeno a parte. Há determinadas situações em que gasta-se mais no material publicitário, em campanhas, brindes, agrados, do que na própria produção do produto. Esse investimento procura remendar a falta de identificação que ainda temos com a leitura, e trazer para próximo pessoas que farão somente a compra pontual do produto em questão. Isso é tão perceptível que as grandes editoras e livrarias, as que mais lucram no mercado do livro, não estão muito interessadas em financiar ações e programas de formação de leitores, uma visão estreita.

Influencia o preço do livro, tanto para mais como para menos, nossa relação com a leitura, alguns livros acadêmicos e outros obrigatórios, geralmente tem um preço muito mais elevado do que o necessário, pois ignoram essa relação, ou falta de relação. Enquanto alguns outros gêneros como a poesia tem seus preços quase sempre diminuídos, principalmente os de autores mais desconhecidos. Esse fator também influencia na tiragem do livro, que como citado anteriormente vai influenciar também no preço. Ou seja, é muito mais complexo do que imaginamos.

É bom lembrar, as/os poetas dentre os escritores são as que são mais mal remunerados, poucos conseguem status de mais vendidos, e seus nomes quase nunca viram grife de grandes bienais e feiras internacionais de livros.

O livro de poemas dificilmente será vendido por um preço de vantagens como é vendido um romance, não que um livro de poemas vai ter preço sempre mais baixos, como falei esse calculo é muito complexo.

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A experiência do Saral

Os fatores apontados para a constituição do preço de um livro são mensurados e executados pela indústria. Por mais que esteja aí um certo conhecimento do público leitor, o púbico leitor não tem o poder de interferir nesse preço, até tem um modo, quando compra ou não. No Saral o poder de estabelecer preço/valor para obra é dos leitores.

Fatores de decisão para o preço do Saral (segundo a pesquisa e a observação)

– Valor médio do mercado

– Relação afetiva com o autor

– A performance feita antes do livro ser vendidos

– A vontade de apoiar o projeto

O público fez o julgamento de preço por uma média ideal estabelecida no mercado, entretanto o preço que as pessoas estão dispostas a pagar está diretamente relacionado com o autor da obra, se eles gostam desta pessoa, o que a pessoa representam para ela ou para comunidade em que se está inserida. A autoria é uma espécie de grife, ao contrário que uns intelectuais pensam, se estabelece e fortifica-se cada vez mais. Não é simplesmente o preço do livro x, é o preço do livro doautor/a x.

Boa parte de quem adquiriu o Saral tem costume de comprar material parecido, porémpara outra parte significativa foi a possibilidade de pela primeira vez comprar um livro de poemas, principalmente quando o público era mais jovem e de escola. Poder de compra é um poder significativo, quando se está inserido em situação de empobrecimento, quando o básico falta, acessar um produto cultural é inviável.

Em contato com alguns alunos, soube desse “poder ter” um estímulo, sensação de recompensa, alguns casos, em que livro foi comprado por centavos, eles mesmo assim sentiam-se importantes, pois estavam remunerando um artista.

Recebo muitas fotos do Saral em comentários, em postagens de redes sociais, o livro continuou fazendo sentido mesmo depois da compra, o valor lançado mão, era de fato, para a maioria dos compradores, quantias significativas, fossem centavos ou reais.

A angústia da maioria dos compradores, principalmente daqueles que de certa forma tinham mais intimidade comigo, e que sabia da importância do trabalho e da pesquisa agregada ao livro, era não poder adivinhar um valor correto ou perto do corrento, a sensação de frustração partia do impasse de não querer prejudicar nessa compra, com o de não querer ter seu dinheiro comprometido, um pensamento muito justo, mesmo a culpa os perturbando. Tentei passar maior clareza e imparcialidade para não influenciar nas decisões individuais.

Baseado no financiamento colaborativo, com toda a grana complementada por mim, o valor correto, segundo minha experiência de mercado seria de 15 reais para o saral. No fim, o apurado real ficou muito próximo disso, mostrando um sistema de compensação, que deveria ser feito pelo Estado, sendo feito pelo próprio público consumidor.

Não foi a toa, ao colocar a relação comigo e com meu trabalho já conhecido, ou mencionado, ao comprar o livro, compra-se a minha história, uma espécie de “importância para o todo”. Isso foi citando por uma pessoa que adquiriu o título por 100 reais, ou seja, 6 vezes mais o preço ideal de 15 reais.

Questionadas ainda sobre qual seria o preço correto, 36% das pessoas acertaram a projeção, 34% mencionaram um valor superior a minha projeção de preço e somente 30% disseram um valor menor do que a projeção estabelecida. O que me leva a acreditar que ao contrário do imaginado, as pessoas entendem a precificação de um livro de poemas, porém o público comprador foi um público ideal, afetado com a performance, um publico, de certa forma mediado, ou seja, quando se tem de algum modo a construção de sentidos e significados de um livro de poemas, é mais facilitado a valorização desse livro/objeto/produto e também do poeta que o produziu.

Outras considerações poderiam ser traçadas a respeito de Saral, muitos exemplares foram doados para grupos e campanhas arrecadarem dinheiro para sim, e isso foi bem recebido e repercutido, muitas histórias e vivência ele me proporcionou. É um livro vivo, pulsante, gerador de uma das melhores sensações da qual um poeta pode ter, o de ser lido.

Vou deixar aqui o livro-sarau-talles-azigon (versão digital)

Você pode ler, indicar e compartilhar essa obra, essa experiência, essa pesquisa, essa performance chamada Saral.

10 poetas que ganharam o Nobel #1PoemaTodoDia

Quando pensamos no maior prêmio da Literatura Mundial no vem a mente nomes como José Saramago, Doris Lessing, Hemingway, porém dificilmente vem a nossa mente nomes de poetas que conquistaram esse galardão.

A poesia, gênero de Safo e Homero, é um um importância vital, na verdade fundante, tanto nas literaturas ocidentais, quando nas orientais. Se vivemos a era do romance, todos os tempos são os tempos do poema.

Para continuar as comemorações do mês mundial da poesia, fizemos uma lista de 10 poetas que receberam Nobel.

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1 – Sully Prudhomme

O primeiro Prêmio concedido na história da premiação foi para um poeta. O francês foi um dos representantes do movimento parnasiano que influenciou fortemente a poesia brasileira.

“Embora intacto ao olhar do mundo,
Sente, na sua solidão,
Crescer seu mal, fino e profundo,
Já se quebrou: não toquem, não.”

2 – Tagore

O poeta Indiano Rabindranath Tagore foi responsável por grandes transformações da literatura do seu imenso país. Sua poética também foi responsável por apresentar ao ocidente a cosmovisão poética e espiritual da Índia. Tagore foi também o primeiro não europeu a ganhar o prêmio.

“Não quero amor
que não saiba dominar-se,
desse, como vinho espumante,
que parte o copo e se entorna,
perdido num instante.”

3 – Yeats

“Por sua poesia sempre inspirada, que em uma forma altamente artística dá expressão ao espírito de uma nação inteira”. Eis a justificativa para a entrega do prêmio ao irlandês William Butler Yeats. O poeta é um dos que se inscrevem na tradição de traçar a cultura de um país através de suas cantigas, lendas, parlendas e dizeres.

“Tudo pode tentar-me a que me afaste deste ofício do verso:
Outrora foi o rosto de uma mulher, ou pior —
As aparentes exigências do meu país regido por tolos;
Agora nada melhor vem à minha mão
Do que este trabalho habitual.”

4 – Gabriela Mistral Gabriela-Mistral

O primeiro prêmio Nobel para américa latina foi para chilena Gabriela. Poeta, feminista, diplomata e pedagoga, quando recebeu a notícia que havia sido condecorada com a honraria estava trabalhando em solo brasileiro. Após o reconhecimento, Gabriela tornou-se diplomada e participou de diversos eventos e premiações pelo mundo.

“Vou-me de ti com teus mesmos alentos:
como umidade de teu corpo evaporo.
Vou-me de ti com vigília e com sonho,
e em tua lembrança mais fiel já me apago.
E em tua memória me torno como esses
não descendentes de planícies ou de bosques.”

5 – T.S Eliot

Se há um nome extremamente celebrado na poesia moderna, esse nome com toda certeza deve ser do naturalizado britânico T.S Eliot. Amigos de alguns outros escritores como Ezra Pound e Virginia Woolf, Eliot até hoje ecoa na literatura poética do ocidente

“Abril é o mais cruel dos meses, germina
Lilases da terra morta, mistura
Memória e desejo, aviva
Agônicas raízes com a chuva da primavera.
O inverno nos agasalhava, envolvendo
A terra em neve deslembrada, nutrindo
Com secos tubérculos o que ainda restava de vida.”

6 – Giórgos Seféris

A Grécia, um dos berço da Literatura ocidental tem seu nome representado na modernidade e no Nobel pelo poeta Seféris. Influenciado por um outro grego muito conhecido no mundo da poesia, Kafávis, Giórgos inscreve-se no simbolismo grego.

“Julgamos insensatos
os que, carregando pressurosamente nos ombros
mais do que podiam carregar,
aliviam assim a carga comum:
os heróis, os mártires, os criminosos.”

7 – Pablo Neruda

Segundo Nobel do Chile, terceiro para américa latina, Pablo Neruda é um poeta reconhecido e amado. Foi personagem do cinema, e também citado em romances. Neruda fala da terra, e do poder que nós, latinos, temos de evocar para resistir as injustiças.

Se cada dia cai, dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.

há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.

8 – Octávio Paz

Além de poeta, Octávio Paz tem grande importância para o gênero pois tornou-se um grande investigador e pensador das engrenagens da poesia, seu famoso ensaio O arco e A lira, é uma das leituras fundamentais para quem decide estudar a poesia mais afundo. Mexicano, rodou o mundo, mas voltou para sua terra no fim de seus anos.

“Num poema leio:
“conversar é divino.“
Porém, os deuses não falam:
Fazem e desfazem mundos
enquanto os homens falam.
Os deuses, sem palavras,
jogam jogos terríveis.”

9 – Eugenio Montale

O italiano Eugenio Montale adentrou para cânone da literatura italiana quando publicou seu primeiro livro de poemas Ossos de Sépia. Além de Poeta, tradutor, Montale teve grande participação na vida intelectual da Itália.

“Um dia não muito longe
assistiremos à colisão
dos planetas e o céu diamantado
acabará submerso em escombros.
Então colheremos flores rutilantes
e estrelas de néon.”

10 – Wislawa Szymborska

 

Quem está acompanhando a nossa Newsletter, já sabe quem é a Poeta Polonesa Wislawa. Depois de uns anos sem premiar poetas, em 1996 Wislawa ganha o prêmio e faz um discurso belo em defesa da poesia.

“Depois de toda guerra
alguém tem que fazer a faxina.
As coisas não vão
se ajeitar sozinhas.”

Os 12 micro poemas do zodíaco

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Publiquei uma série de micro poemas no instagram @tallesazigon, falando um pouco sobre a personalidade mítica de cada pessoa sob os 12 signos solar do zodíaco. Não sou especialista em astrologia, mas estudo os simbolismos, principalmente os do tarot, desde quando era um jovenzinho.

Convidei também 12 artistas para falar sobre essas personalidades ou reinventar esses símbolos de modo visual. Eis o resultado do trabalho, que você também pode conferir via instagram