Lonjura se mede com a vontade

Para quem me ama a Maraponga é bem ali. Já dizia o Tom zé, quem se sente com saudades não economiza. Não economiza pé, medo, coragem,passagem de ônibus, dinheiro de Uber. Quanto menor a vontade, maior a distância. É uma equação relativa, um espaçotempo descoberto por Einstein, mas sabido por toda gente há muito tempo.

Eu mesmo, para não contar as muitas histórias conhecidas de gentes e seus cavalos, seus barcos, trens, bicicletas e ônibus, das gentes que não reclamam nem contam quilômetros, já corri muitas ruas de Fortaleza para encontrar aquele abraço, aquele beijo. Perimetrais, Vias Expressas, por dentro, por fora, para chegar no Bom Jardim, na Caucaia, no Curió, no Conjunto Ceará, na Vila Velha, para quando chegar responder aquela famosa pergunta, longe? com a resposta, nem tanto assim.

Afinal, o mundo é redondo para não ter lados, então daqui praí é o mesmo daí pra cá. Não moro no fim do mundo, pois o mundo não tem fim, nem começo, isso é conversa de colonizador que faz mapa e coloca o continente deles no meio de tudo, no centro. Eu quero me descolonizar.

 

 

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